Vocês conhecem estes versos que a Alice recita errado?
"Minha perna tem pauleiras, "Minha terra tem palmeiras
Onde espanta o sal do mar. Onde canta o sabiá
Azar vir aqui com cheia As aves que aqui gorjeiam
Não coceira acumular." Não gorjeiam como lá.
"Nosso sal teima as esteiras, Nosso céu tem mais estrelas
Nossas farsas tem mais forros, Nossas várzeas teêm mais flores.
Nossos fortes tem ardida, Nossos bosques têm mais vida
Nós, à vista, massa morros." Nossa vida mais amores."
A tradutora da obra, Ana Maria Machado, utilizou os conhecidos versos de Gonçalves Dias, para aproximar a linguagem do autor da nossa cultura e para que sua identificação fosse mais fácil. Acho que a idéia foi genial, não é mesmo?
PERGUNTA DA SEMANA:
1.Imaginem que vocês pudessem convidar um dos personagens da história para jantar em suas casas. Quem vocês convidariam? Não vale a Alice!!
2. Qual das matérias da ex-cola do mar parecem mais malucas ou curiosas?
Após aquela conversa díficil com a Duquesa, Alice é apresentada ao Grifo e à Falsa Tartaruga, que conta uma história compriiiiida....
Vocês conhecem a música do Cd "Adriana Partimpim", chamada "Canção da Falsa Tartaruga"? É baseada na tradução do poeta Augusto de Campos para o poema de Lewis Carroll:
Canção da Falsa Tartaruga
Lewis Carroll /Cid Campos
Trad. Augusto de Campos
Do Livro: Alice no País das Maravilhas, Cap.IX, “A História da Falsa Tartaruga” e X, “A Quadrilha das Lagostas”, de Lewis Carroll.
A rainha adora croquet. Vocês sabem a origem deste jogo? Sabiam que já foi uma modalidade olímpica?
O croquet surgiu em 1830, provavelmente na Irlanda. É parecido com o golfe. Só que no Croquet, costuma-se dar golpes com tacos em bolas de madeira ou plástico para que elas passem por dentro de alguns arcos espalhados em um campo, como na foto abaixo.
Foto: Wikipédia
Este jogou apareceu como uma modalidade nos Jogos Olímpicos de Verão no ano de 1900, em Paris, França. Depois disto, nunca mais foi disputado em nehuma Olimpíada.
No livro, as bolas são ouriços-cacheiros vivos e os tacos são flamingos (mais animais da fauna do país das maravilhas) e todos correm para lados diferentes. É uma bagunça, pois os arcos trocam toda a hora de lugar e os ouriços se desenrolam e escapam para longe antes de serem acertados pelos flamingos.
PERGUNTA DA SEMANA: É possível cortar a cabeça de alguém se não houver corpo para a cabeça ser cortada, como no caso do Gato de Cheshire?
No capítulo desta semana Alice fica tão confusa que acha que virou a Mabel (aquela sua coleguinha da classe que não sabe quase nada, coitadinha!). Vamos ajudar Alice corrigindo seus enganos?
"Deixe eu ver se consigo lembrar todas as coisas que eu sabia. Vou tentar: quatro vezes cinco, doze; quatro vezes seis, treze; quatro vezes sete...não, está tudo errado...desse jeito nunca chego a vinte! Mas se eu estou me atrapalhando com a tabuada de multiplicar, posso experimentar com geografia. Londres é a capital de Paris, Paris é capital de Roma, e Roma...não, nada disso, também está tudo errado, tenho certeza! Ih, vai ver que eu virei a Mabel!" (pág. 25)
E aí, como podemos ajudar Alice? Comentem as respostas certas!
PERGUNTA DA SEMANA: Vocês conhecem esta música que Alice queria cantar?
Para esta semana leremos o capítulo III, o capítulo mais molhado do livro.
Parece meio confuso, não é mesmo? Então, vamos tentar compreender: Quando os animais e Alice tentam se enxugar após terem nadado na Lagoa de Lágrimas, o camundongo sugere que todos ouçam um discurso árido (que é o mesmo que seco, dependendo do caso) para que assim possam se secar. Acontece que o discurso árido aqui é o mesmo que difícil, até mesmo penoso de ouvir. É por isso que de nada adianta eles ficarem ouvindo aquela falação. Lembram-se do que falamos sobre "nonsense"?
Bem, e o que acontece depois? Eles resolvem então tentar se secar apostando uma corrida (o que por sinal, acaba se transformando em uma tremenda bagunça). A cena da corrida me fez lembrar das corridas que assisti pela TV nas Olimpíadas (é claro, era diferente porque não havia Dodôs, nem camundongos, nem filhotes de águia participando e nem uma Alice). Mas já é uma conexão.
Quando Alice entra na toca do coelho, ela penetra em um universo paralelo. Através deste "portal", a garotinha chega ao País das Maravilhas, um local onde nada parece fazer muito sentido. Chamamos isso de "nonsense", uma palavra da língua inglesa que não tem uma tradução muito exata. Sem este "nonsense", o País das Maravilhas seria um lugar sem nada de muito extraordinário, onde gatos não desapareceriam deixando um sorriso em seu lugar e as flores nem sequer cantariam.
Segundo minha amiga e professora americana Monica Edinger (que adora tanto quanto eu a história de Alice), o professor Jonathan Lake, da Universidade de Miskatonic, viajou ao País das Maravilhas com o objetivo de catalogar, arquivar e observar a flora (vida vegetal) e a fauna (vida animal) do lugar. Observe, na foto abaixo, alguns objetos pitorescos que o professor acabou trazendo de lá:
PERGUNTA DA SEMANA: Alice achou que, ao cair no buraco do coelho, poderia chegar ao centro da Terra. Em qual livro os personagens realmente chegam lá? Quem o escreveu?
A história de Alice foi escrita por Lewis Carroll, mas seu nome verdadeiro era Charles Lutwidge Dogson. Ele nasceu em 1832 e morreu em 1898. Ele contou sua história pela primeira vez durante um passeio em 1862, para três garotinhas (Alice, Lorina e Edith Liddell). Alice Liddell tinha, na época, dez anos de idade. Lewis gostava muito dela e foi por isto que o nome de sua principal personagem recebeu o nome de "Alice".
Alice estava entediada (causa) e seguiu o coelho (conseqüência /causa), caindo no buraco (conseqüência). Ela bebeu um líquido (causa) que fez com que diminuísse demais (conseqüência). Depois comeu um bolinho (causa) que fez com que crescesse demais (conseqüência). Assim ficou com pena de si mesma (causa) e começou a chorar (conseqüência/causa), formando uma lagoa de lágrimas ao seu redor (conseqüência).
Pergunta da semana: O quanto a história mudaria se Alice tivesse feito outras escolhas? Pensem em um exemplo (se ela não tivesse chorado, teria conhecido o Dodô, a águia e os outros animais)?
1. O país das Maravilhas é um reino que está sob a Inglaterra, habitado por um baralho e algumas outras criaturas. O acesso se faz através de um buraco de um coelho. Uma simples queda horrivelmente longa é suficiente para aterrissar sobre um monte de folhas secas e gravetos. Dali, um corredor interminável conduz a um cômodo baixo iluminado por uma fileira de lâmpadas. Há várias portas nas paredes dessa sala, mas o visitante deve escolher a menor de todas, escondida atrás de uma cortina, através da qual se pode ver o jardim de rosas da Rainha.
2. A porta é aberta com uma pequena chave de ouro que se encontra sobre uma mesa de vidro. Se o visitante é maior do que um rato, a melhor maneira de passar pela porta é beber um tônico ou comer alguns bolinhos que se encontram sobre a mesa. É bom avisar os visitantes que no País das Maravilhas os alimentos e bebidas fazem crescer ou encolher imediatamente e, portanto, devem ser ingeridos com cuidado.
3. Vários lugares do País das Maravilhas valem uma visita: O delicioso chalé do Coelho Branco, a cozinha da Duquesa e o salão de chá do Chapeleiro Maluco, aberto a qualquer hora.
4. A flora do País das Maravilhas, não chama muito a atenção: uma espécie de rosa branca às vezes pintada de vermelho pode ser vista perto do campo de croqué da Rainha. Mas a fauna é notável: todos os animais falam inglês e alguns, como os ratos, sabem um pouco de francês. Há cães, cobaias, caranguejos, coelhos (de casaca), lagartos, sapos, ratazanas apaixonadas por melado, lebres e um gato de Cheshire. Este último, notável por seu sorriso e suas observações inteligentes, pode tornar-se invisível, deixando um sorriso no ar. Encontram-se também porcos – ou bebês transformados em porcos. Muitas aves fazem do País das Maravilhas seu habitat: patos, dodôs (extintos no restante do mundo), papagaios, pombos e flamingos.
8. Se o viajante se perder no País das Maravilhas, é possível obter informações com uma sábia lagarta que fuma narguilé sobre um cogumelo.
Texto adaptado de: MANGUEL, A. & GUADALUPI, G. Dicionário de lugares imaginários. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.
O Diogo da 3a. série G contribui fazendo uma lista dos principais animais (fauna) e dos proincipais vegetais (flora) do País das Maravilhas. Vejam que bacana que ficou:
Vocês conhecem estes versos que a Alice recita errado?
"Minha perna tem pauleiras, "Minha terra tem palmeiras
Onde espanta o sal do mar. Onde canta o sabiá
Azar vir aqui com cheia As aves que aqui gorjeiam
Não coceira acumular." Não gorjeiam como lá.
"Nosso sal teima as esteiras, Nosso céu tem mais estrelas
Nossas farsas tem mais forros, Nossas várzeas teêm mais flores.
Nossos fortes tem ardida, Nossos bosques têm mais vida
Nós, à vista, massa morros." Nossa vida mais amores."
A tradutora da obra, Ana Maria Machado, utilizou os conhecidos versos de Gonçalves Dias, para aproximar a linguagem do autor da nossa cultura e para que sua identificação fosse mais fácil. Acho que a idéia foi genial, não é mesmo?
PERGUNTA DA SEMANA:
1.Imaginem que vocês pudessem convidar um dos personagens da história para jantar em suas casas. Quem vocês convidariam? Não vale a Alice!!
2. Qual das matérias da ex-cola do mar parecem mais malucas ou curiosas?